O CFOP 1407 é a “compra de mercadoria para uso ou consumo cuja mercadoria está sujeita ao regime de substituição tributária”, em operação dentro do estado. É o código da empresa que compra, de fornecedor local, itens para o próprio consumo — material de limpeza, escritório, copa — pertencentes a segmentos com ICMS-ST.
O que significa o CFOP 1407
Decompondo: o dígito 1 indica entrada vinda do mesmo estado; o grupo 4 reúne as operações com mercadoria sujeita à substituição tributária; e a terminação 07 identifica a compra para uso ou consumo. Em uma frase: a empresa comprou, dentro do estado, mercadoria com ICMS-ST que será consumida por ela mesma — e não revendida nem aplicada na produção.
O detalhe que confunde muita gente: o que define o código não é o produto, e sim a destinação. A mesma caixa de papel pode entrar como 1403 numa papelaria (revenda) e como 1407 numa loja de roupas (consumo interno). Errar a destinação distorce estoque, imposto e escrituração.
Quando usar (e as fronteiras com 1403 e 1556)
O 1407 exige três condições: a mercadoria é para uso ou consumo da empresa (não para revenda, não para industrialização, não para o ativo imobilizado); está sujeita à substituição tributária, com o imposto retido na cadeia; e o fornecedor está no mesmo estado. Faltando qualquer uma, o código muda: revenda com ST é 1403; uso e consumo sem ST é 1556; bem para o ativo imobilizado com ST é 1406; fornecedor de outro estado é 2407.
Por que não gera crédito (e o DIFAL do par 2407)
Material de uso e consumo é o patinho feio da não cumulatividade: a LC 87/1996 (Lei Kandir) prevê o crédito dessas entradas, mas a vigência desse direito vem sendo adiada por sucessivas leis complementares — hoje, para 2033. Na prática, portanto, a compra com 1407 não gera crédito de ICMS. E, sendo mercadoria com ST, o imposto de toda a cadeia já veio retido pelo substituto: o valor está embutido no preço e vira custo da empresa.
Quando o fornecedor é de outro estado (entrada 2407), surge um ponto de atenção a mais: como a empresa é consumidora final da mercadoria, é devido o diferencial de alíquotas (DIFAL) ao estado de destino, conforme a disciplina local — inclusive, em muitos estados, para optantes do Simples Nacional, o que costuma surpreender no fluxo de caixa. Desde 2026, essas notas também carregam os campos de IBS/CBS da fase de teste da Reforma Tributária, sem dispensar o CFOP. Em autuações sobre destinação de mercadoria ou cobrança de diferencial, o suporte combina a contabilidade com a assessoria jurídica tributária.
Códigos relacionados
| Código | Operação |
|---|---|
| 1407 | Compra para uso ou consumo com ST — interna |
| 2407 | Compra para uso ou consumo com ST — interestadual (com DIFAL) |
| 1556 | Compra de material de uso ou consumo sem ST — interna |
| 1403 | Compra para revenda com ST — interna |
| 1406 | Compra de bem para o ativo imobilizado com ST — interna |
| 5556 | Devolução desta compra ao fornecedor local |
Se o material comprado com 1407 precisar voltar ao fornecedor, a devolução sai com o 5556 (ou 6556, se interestadual), espelhando a nota original — o panorama completo está no guia de CFOP de devolução.
Perguntas Frequentes
O que significa o CFOP 1407?
Significa “compra de mercadoria para uso ou consumo sujeita à substituição tributária”, dentro do estado: itens que a própria empresa vai consumir, pertencentes a segmento com ICMS-ST.
Qual a diferença entre 1407 e 1403?
A destinação: no 1403 a mercadoria é para revenda; no 1407, para uso ou consumo da empresa. O mesmo produto pode receber códigos diferentes conforme o destino.
Compra com CFOP 1407 gera crédito de ICMS?
Não. O crédito de uso e consumo está com vigência adiada para 2033, e o imposto da mercadoria com ST já veio retido na cadeia — o valor vira custo.
E se o fornecedor for de outro estado?
A entrada usa o 2407 e, como a empresa é consumidora final, há DIFAL a recolher ao estado de destino, conforme a regra local.
Qual CFOP usar para devolver uma compra 1407?
O 5556 (interna) ou o 6556 (interestadual), sempre referenciando a nota de origem.
Conclusão
O CFOP 1407 parece um código menor — afinal, registra o consumo interno —, mas concentra dois erros caros: confundir destinação (e contaminar estoque e imposto) e esquecer o DIFAL quando a compra vem de fora do estado. Se a sua empresa quer organizar as entradas de uso e consumo e evitar surpresas na fiscalização, fale com um especialista da Trivium.


