O que é o CFOP 5949
O 5949 é o código de saída interna usado para operações que não têm um CFOP próprio na tabela. O primeiro dígito (5) indica saída dentro do estado; a descrição oficial — “outra saída de mercadoria ou prestação de serviço não especificado” — deixa claro o caráter residual: é o código de exceção, para o que sobra.
Justamente por isso, ele é um dos mais usados de forma equivocada: por ser genérico, acaba virando um “coringa”, quando na verdade só deveria entrar quando nenhum outro código se aplica.
O CFOP 5949 é tributado?
Depende da operação. Ao contrário de códigos como o 5405 (que já sinaliza substituição tributária), o 5949 não carrega, em si, uma definição de tributação. A incidência ou não de ICMS é determinada pelo CST ou pelo CSOSN informado na nota, de acordo com a natureza real da operação. Há usos do 5949 em operações tributadas e em operações sem incidência — o que muda é o que de fato está acontecendo, não o código.
Quando usar o CFOP 5949 (e quando não usar)
A regra de ouro é simples: use o 5949 apenas quando não existir um CFOP específico para a operação. Antes de escolhê-lo, verifique se há um código próprio — para remessa, bonificação, conserto, transferência, amostra, entre outros. Se existir, ele tem prioridade sobre o 5949.
Usar o 5949 no lugar de um código específico é um dos erros mais comuns de preenchimento e pode gerar inconsistências na escrituração e questionamentos do fisco. É um tema clássico de compliance fiscal.
Exemplos de uso do CFOP 5949
Na prática, o 5949 aparece em saídas internas atípicas que não têm enquadramento próprio, como certos ajustes de estoque, determinadas saídas não onerosas e operações diversas sem código específico. Em todos os casos, a recomendação é a mesma: confirmar antes se não existe um CFOP dedicado e definir a tributação conforme a operação real. Na dúvida, vale checar com o contador, porque o 5949 é exatamente o ponto em que erros de classificação costumam se concentrar.
Como dar entrada e CFOP de retorno para o 5949
O 5949 é um código de saída. A operação espelhada de entrada é o CFOP 1949 — “outra entrada de mercadoria ou prestação de serviço não especificado”, dentro do estado. Em operação interestadual, usa-se o 2949.
Assim, quem recebe uma nota emitida com 5949 registra a entrada com 1949 (ou 2949, se for de outro estado), sempre definindo a tributação de acordo com a natureza real da operação.
Perguntas frequentes sobre o CFOP 5949
O que é o CFOP 5949?
O CFOP 5949 é uma outra saída de mercadoria ou prestação de serviço não especificada, em operação dentro do estado. É um código residual, usado quando a operação não se enquadra em nenhum CFOP específico.
O CFOP 5949 é tributado?
Depende da operação. O 5949 é genérico e não define, por si só, a tributação. Quem define se há ou não incidência de imposto é o CST ou o CSOSN informado na nota, conforme a natureza real da operação.
Quando usar o CFOP 5949?
Use o 5949 apenas quando a saída não tiver um CFOP específico. Se existir um código próprio para a operação (como remessa, bonificação ou conserto), ele deve ser usado no lugar do 5949.
Qual o CFOP de entrada ou retorno para o 5949?
O código espelhado de entrada é o 1949 (outra entrada não especificada), dentro do estado, ou 2949 em operação interestadual.
Como dar entrada em uma nota com CFOP 5949?
Registra-se a entrada com o CFOP 1949 (dentro do estado) ou 2949 (interestadual), definindo a tributação conforme a natureza real da operação.
Posso usar o 5949 para qualquer operação?
Não. O 5949 é um código residual e só deve ser usado quando não há um CFOP específico. Usá-lo no lugar de um código próprio é um erro comum e pode gerar inconsistências na escrituração e risco fiscal.
Qual CST usar com o CFOP 5949?
Não há um CST fixo. Como o 5949 cobre operações variadas, o CST ou CSOSN deve refletir a tributação da operação concreta, definida caso a caso.
Conclusão
O CFOP 5949 é o código das “outras saídas” — útil para o que não tem enquadramento próprio, mas perigoso quando vira atalho para tudo. A boa prática é usá-lo só na ausência de um código específico e definir a tributação pela operação real. Para o panorama completo, veja o guia sobre CFOP; e, para manter a emissão e a escrituração sem erros, a escrituração fiscal da Trivium cuida dessa conferência na rotina.


